Três fiscais do governo vão deixar a Assembléia Legislativa

Três fiscais do governo vão deixar a Assembléia Legislativa Luiz Calixto (PDT), Donald Fernandes (PSDB) e Idalina Onofre (PPS) autores de várias denúncias contra o governo do PT na Assembléia Legislativa durante a atual legislatura não conseguiram se reeleger. Durante os próximos 4 anos o governador eleito, Tião Viana, não terá as pedras no sapato que Binho Marques teve que enfrentar. As atuações dos três principais oposicionistas na Assembléia Legislativa não se refletiram em votos.A deputada estadual, Idalina Onofre, de família nobre e esposa de um empresário bem sucedido de Cruzeiro do Sul, manteve durante o seu mandato uma postura firme de oposição ao Governo da Floresta denunciando e pedindo providencias para falhas na saúde, educação e principalmente segurança pública. Mas devido a distancia para a capital e o receio de alguns veículos de comunicação locais em dar oportunidade para os críticos do governo, fizeram com que as atuações da parlamentar não chegassem ao conhecimento da maior parte da população do Juruá, principalmente aos mais humildes, fatores que contribuíram para a deputada não conseguir a reeleição. O PSDB que se levanta no Acre depois de disputar voto a voto o governo do estado com seu candidato Tião Bocalom e eleger o deputado federal que obteve o maior número de votos, perde uma forte e incômoda voz para o governo na Assembléia Legislativa que é a do deputado estadual, Donalde Fernandes. O parlamentar foi autor de várias denúncias contra setores do governo, muitas de suas reivindicações foram em favor da Região do Vale do Juruá. Alguns chefes de repartições do governo do estado estariam até comemorando o insucesso do deputado nesta eleição.
Alívio ainda maior para o governo do PT será a ausência do deputado estadual, Luiz Calixto (PDT) que não conseguiu votos suficientes para a reeleição. O parlamentar que tem seu reduto eleitoral em Rio Branco sempre incomodou os governistas com sua visão e opiniões críticas encarando os defensores do Governo na Assembléia Legislativa.
www.tribunadojurua.com - Genival Moura

Composição Câmara Federal

Composição Câmara Federal
>ReeleitosFlaviano MeloPerpétua AlmeidaGladson CameliHenrique Afonso>NovatosMárcio Bittar (campeão de votos, mais de 52 mil votos)Antônia LuciaSibá MachadoThamaturgo Lima

Mudança na Aleac é de 54%; na Câmara Federal 50%

>ReeleitosNey AmorimHelder PaivaLuís TchêWalter PradoChico Viga (ainda indefinido)Gilberto DinizMoisés DinizAntônia SalesChagas RomãoMaria Antônia Santiago>NovatosPereiraJonas LimaJamyl AsfuryPastor Denílson SegóviaMarileide SerafimAstério MoreiraLira Morais (menos votado -1690 votos)Edvaldo SouzaEber MachadoToinha VieiraMajor RochaEduardo FariasManoel Moraes


O eleitor acreano que saiu às urnas no último domingo escolheu renovar a maioria das cadeiras da Assembleia Legislativa do Acre. Mais da metade da composição estadual foi alterada.Dos 24 deputados eleitos, 16 são candidatos da Frente Popular do Acre e oito da oposição (nas eleições de 2006 foram 17 contra 7). Na Câmara Federal, a mudança aconteceu pela metade. Veja os escolhidos.



Dindim, prefeito de Feijó: “Não posso transferir votos para alma”

Dindim, prefeito de Feijó: “Não posso transferir votos para alma”Ele não admite ser considerado culpado pela derrota da oposição na disputa ao Governo do Estado. Ainda faltam serem apuradas algumas urnas no Acre, mas a oposição, mesmo derrotada por minúscula diferença de votos, começou a lavar roupa suja nesta segunda-feira cedo. De Feijó, o prefeito Dindim Pinheiro, do PSDB, mandou avisar a seus correligionários, que as insinuações de que ele seria culpado pelo insucesso de Tião Bocalom devem “entrar num ouvido e sair no outro”.Um dos prefeitos mais festejados pelos moradores de seu município, Dindim justifica que não consegue “transferir votos para almas”, numa alusão ao sumiço dos candidatos majoritários durante a campanha.Segundo ele, a campanha da oposição em seu município ocorreu por meio de passagens relâmpagos de Tião Bocalom, Sérgio Petecão e João Correia pela cidade. Em muitas das vezes o prefeito nem avisado era. – Para você ter uma idéia, num dos comícios o Bocalom chegou aqui às 11 horas da noite. O povo já estava cansado. A maioria tinha ido embora – comenta o prefeito.A oposição perdeu pela primeira vez em Cruzeiro do Sul, foi derrotada outra vez em Tarauacá e teve desempenho indesejável em pequenos municípios como Jordão e Santa Rosa. Mas a polêmica em torno de Feijó era previsível, em decorrência de seu prefeito ser polêmico por natureza.Dindim encara a Frente Popular há 14 anos, nunca perdeu e não abre mão de falar o que pensa. – Mesmo que a oposição tivesse sido bastante unida, uma coisa é encarar meus adversários aqui, outra coisa é transferir votos. Nem Lula conseguiu transferir votos pra Dilma – desculpa-se.A relação de Dindim com a população de Feijó é indiscutível, a partir dos resultados que ele obteve em 14 anos, mesmo sendo sempre adversário da Frente Popular. Mas quando se trata de votação para o governo, o município sempre menosprezou a oposição.Chicão Brígido e Alércio Dias tomaram um capote de 80% para Jorge Viana em 1998, fenômeno repetido em 2002, quando Viana foi para a reeleição contra Flaviano Melo.Quatro anos mais tarde, Márcio Bittar sofrera a mesma derrota. – A oposição dessa vez diminuiu e muito a diferença. Por isso não admito que venham reclamar de mim – diz o prefeito, que adiantou, inclusive, estar preparado para ser expulso do PSDB, com base na recorrente desunião da oposição.– Se a oposição fosse unida ia sentar todo mundo para avaliar que saiu vencedora, projetar o futuro, mas todos só pensam em si e querem apontar culpados – finaliza.

Em disputa 'apertada', Tião Viana é eleito governador do Acre


Em disputa 'apertada', Tião Viana é eleito governador do Acre



Com 99,02% das urnas apuradas, Tião obtém 168.790 votos (50,44%) e consegue a vencer a disputa no 1º turno

Numa disputa acirrada com o adversário, acompanhada minuto a minuto pelo eleitorado do Acre, na noite deste domingo, 3, o candidato da Frente Popular do Acre, Tião Viana, está eleito governador do Acre, com 168.790 votos (50,44%), em 99,02% das urnas apuradas em todo o Estado. Tião Bocalom, da Coligação Liberdade e Produzir para Empregar, ficou em segundo lugar, com 164.834 (49,25%). O resultado total finalizado será conhecido amanhã, em virtude de problemas na comunicação via satélite com urnas no interior.Antônio Gouveia, o Tijolinho, obteve somente 1.032 votos (0,31%).

DE TARAUACÁ, ATÉ AGORA, SÓ WALTER PRADO E MOISÉS DINIZ

Reeleitos os dois deputados vão continuar representando Tarauacá
Walter Prado


Novo presidente, só no fim de outubro

A decisão ficou para 31 de outubro. Com o resultado da votação deste domingo 3, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais. A candidata do presidente Lula, até o momento, com 99,99% das seções apuradas, tem 46,90% dos votos válidos, enquanto o tucano tem 32,61%. Marina Silva, do PV, teve um crescimento além do esperado segunda as pesquisas e alcança 19,33% do eleitorado até o momento.
Em números absolutos, as votações até as 03h37 de segunda-feira 4:
Dilma Rousseff (PT): 47.643.892
José Serra (PSDB): 33.128.897
Marina Silva (PV): 19.635.748
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL): 886.794
José Maria Eymael (PSDC): 89.344
Zé Maria (PSTU): 84.606
Levy Fidelix (PRTB): 57.953
Ivan Pinheiro (PCB): 39.130
Rui Costa Pimenta (PCO): 12.206