Binho e ministro participam de Seminário de Previdência Social no Acre


O governador Binho Marques e o Ministro da Previdência Social, José Pimentel, participaram nesta segunda-feira, 26, do 4º Seminário de Previdência do Acre, cuja cerimônia abertura foi realizada no Teatro Plácido de Castro e contou com a presença do senador Tião Viana; do presidente do Tribunal de Justiça do Acre, Pedro Ranzi; deputado federal Nilson Mourão; prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, e do presidente do Instituto de Previdência do Acre (AcrePrevidência), José de Anchieta, além de autoridades civis e militares, lideranças como o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Manoel Lima, e da presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Sebastiana Miranda; gestores estaduais e municipais. O evento marcou a abertura da Semana do Servidor do Acre.
Ministro e governador assinaram a ordem de serviço para construção de uma agência do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), ato integrante do Plano Nacional de Expansão da Rede de Agências da Previdência. Até o próximo ano, o Acre contará com cinco escritórios, sendo que dois já estão em construção e outro começará a ser construído esta semana. As duas novas agências estarão instaladas em Feijó e a obra demandará recursos de R$ 1,012 milhão, e em Sena Madureira, cujo custo está estimado em R$ 975,2 mil. "O desafio agora é este: o de universalizar a previdência", disse Pimentel.
O Plano de Expansão da Rede, conforme lembrou Pimentel, é uma determinação do Presidente Lula, que luta para levar a Previdência o quanto mais próximo da população e de maior eficiência. Após intenso trabalho, Pimentel reduziu para trinta minutos o prazo máximo para inclusão de uma pessoa no sistema previdenciário, situação que não muda a não ser que o caso em questão exija perícia médica. "Hoje nós temos orgulho disso, de ter os processos resolvidos em trinta minutos", disse Marques. Para o governador Binho Marques, a presença de José Pimentel no seminário guarda um significado muito importante atestando a qualidade do evento e o esforço que o Acre vem fazendo em sua política previdenciária.
Além da aposentadoria em trinta minutos, as seguintes melhorias foram alcançadas nos últimos anos: reconhecimento automático do direito, ampliação da rede, extrato de informações previdenciárias e carta aos segurados que vivem na zona urbana. O Governo Lula criou o programa Empreendedor Individual, que já opera em vários Estados. No Acre, de acordo com a Previdência Social, há 46.591 empreendedores potenciais para serem formalizados. São pipoqueiros, cabeleiros, comerciantes ambulantes e vários outros passíveis de participar do programa, receber o CNPJ e participar de todos os benefícios previdenciários.
O regime de previdência própria do Acre mantém, segundo José de Anchieta, o pagamento mensal de 7.000 benefícios, o que significa um aporte de mais de R$12 milhões. Os números apresentados pelo Ministério da Previdência revelam a importância dos benefícios: no Acre, há 62.997 benefícios urbanos e rurais que representam pagamentos mensais que somam R$ 36.7 milhões.

Produtores bloqueiam Estrada


cerca de 150 produtores rurais fecharam a BR 317 na altura do km 88 entre os municípios de Brasiléia e Assis Brasil. Os moradores da localidade reivindicam a reabertura do ramal do km 84 que atende mais de 50 famílias.
Logo pela manhã dezenas de veículos já formavam um grande engarrafamento que provocou muita confusão e bate-boca. Os manifestantes armaram uma barricada com pedaços de madeira e correntes tornando impossível a passagem de qualquer veículo pela Estrada do Pacífico. O ônibus da empresa Real Norte e outro com estudantes que participam do projeto “Viaja mais Jovem” também foram impedidos de seguir viagem.
A Polícia Militar de Assis Brasil e Brasiléia foi acionada e esteve no local para acompanhar as negociações. Os manifestantes informaram que só liberam a estrada após a presença da prefeita de Brasiléia, Leila Galvão e a prefeita de Assis Brasil, Eliane Gadelha que, segundo os moradores, devem uma resposta urgente à comunidade.
Segundo a prefeita de Assis Brasil a área onde está localizado o ramal pertence ao município de Brasiléia e o único compromisso que ela firmou com os moradores já foi cumprido.
“No início do ano colocamos um trator para melhorar o acesso ao ramal. Esse era nosso compromisso com aquela comunidade” afirmou Eliane que se colocou a inteira disposição para conversar com os manifestantes.
Já a prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, mandou informar através da Polícia Militar que não “trabalha sob pressão”. A gestora pediu para que fosse organizada uma comissão entre os manifestantes que ela estava pronta para receber em seu gabinete. Os polícias Militares apresentaram ainda uma planilha fornecida pela Prefeitura de Brasiléia onde mostra que o referido ramal será recuperado de acordo com o planejamento de recuperação de ramais do município.
Os manifestantes prometem não cederem enquanto as autoridades responsáveis não assinarem um termo de compromisso para recuperar o ramal. Enquanto isso a fila de carros só aumenta e a cidade de Assis Brasil corre o risco de ficar desabastecida, além dos prejuízos que já afetam os taxistas, empresas de ônibus e comerciantes.

Audiência Pública harmoniza ambiente em Marechal Thaumaturgo


O Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC) coordenou uma audiência pública em Marechal Thaumaturgo, a cerca de 800 quilômetros de Rio Branco, que tinha por objetivo esclarecer aos índios da etnia apolima-arara e aos assentados do Projeto de Assentamento do Rio Amônea, sobre a delimitação definitiva da Terra Indígena e os próximos passos para a efetiva retirada das famílias de assentados.Diante do clima de instabilidade social relatado ao MPF, o procurador da República Ricardo Gralha Massia, e o Defensor Público da União Thales Arcoverde Treiger, com o apoio da equipe do posto de fronteira da Polícia Federal, reuniram-se um dia antes da audiência com os representantes das associações de produtores para esclarecer que a área indígena já não podia ser tratada como área reivindicada pelos índios, mas que o processo era definitivo.
Em virtude disso, esclareceu-se que a situação exigia dos envolvidos entendimento acerca do prazo para retirada das famílias, bem como o compromisso dos órgãos federais para o pagamento de justos valores de indenização e o reassentamento em local adequado. Participaram da audiência cerca de 500 pessoas, entre assentados, índios e comunidade. Estiveram representados, além do MPF e a Defensoria Pública da União, o Incra, Ibama, ICM-Bio, a Funai e a prefeitura de Marechal Thaumaturgo. Ao final da audiência, após esclarecidas todas as dúvidas de índios, assentados, e das associações de moradores do Projeto de Assentamento e dos produtores rurais, os representantes dos assentados e dos órgãos envolvidos voltaram a se reunir na sede da Polícia Federal, onde deram ciência no compromisso do Incra de mapear no prazo máximo de sessenta dias, terras alternativas para a realocação das famílias, devendo acontecer reuniões nos dias 10 e 11 de dezembro em Rio Branco, para a definição da questão.

Agentes de endemias de Rio Branco entram em greve nesta terça-feira


Agentes de endemias ligados a Prefeitura de Rio Branco entram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 27. Eles reivindicam o cumprimento de mais de 70 condenações judiciais, onde o município é obrigado a reduzir a carga horária de 40 para 30 horas semanais e o pagamento das horas extras trabalhadas a mais.A paralisação foi decidida em assembléia geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Branco, na última sexta-feira. O presidente, José Augusto, garante que os agentes de endemias cansaram de ficar parados esperando a prefeitura cumprir as reiteradas decisões da Justiça do Trabalho. “Só tem um jeito dessa greve ser evitada, é o prefeito cumprir as decisões da justiça”, disse.Pelo menos 150 agentes de endemias prestam serviços na capital. Eles prometem se concentrar a partir das 8h30min da manhã desta terça-feira, 47, em frente à sede da Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Ceará, onde promoverão um ato público e de lá seguem para a Câmara Municipal de Rio Branco. Na sede do Legislativo Municipal, a idéia é pedir apoio dos vereadores.

Polícia Civil captura homicida que matou irmão em Assis Brasil


O sub-delegado da cidade de Assis Brasil, Padilha, obteve êxito em capturar o colono Delmiro da Silva Bezerra, de 37 anos, que matou o irmão na noite de sexta-feira, por volta das 20h00, na Colocação Xapuri, localizada ramal do Icuriã distante cerca de 20 km da cidade.Segundo informações passadas pelo homicida, o crime aconteceu no início da noite de sexta-feira, dia 23, e não enquanto o irmão dormia, como foi passado nas primeiras informações. A motivo da morte foi proveniente após uma discussão entre familiares depois de uma bebedeira.A vítima, era tido como uma pessoa que facilmente se envolvia em confusões quando bebia. Nesse meio, surgiu uma conversa que Francisco da Silva Bezerra, de 30 anos, vinha aliciando a esposa do irmão que o matou.Delmiro havia saído da casa do irmão para buscar um remédio para sua esposa e quando voltou, a confusão estava formada e a encontrou chorando devido o boato. Foi quando Francisco levantou da cama e resolveu agredir o seu irmão com socos e chutes.Apossando-se de uma faca, disse para o irmão não fazer de novo. Bêbado, Francisco partiu novamente para cima do irmão que revidou o atingindo por três vezes na região do abdômen que caiu no chão da casa morrendo em seguida.O homicida fugiu e se escondeu por quase 24 horas dentro da mata até o final do dia deste Sábado, dia 24, quando foi surpreendido pelo sub-delegado de Assis Brasil e conduzido até a delegacia da cidade.Na manhã deste domingo, foi transferido para a delegacia de Brasiléia, distante cerca de 110 km. Delmiro será ouvido pela delegada de plantão, Celina Ribeiro, e possivelmente transferido para a colônia penal da Capital, ainda esta semana ficando a disposição da Justiça até o julgamento.

Incomodados com o som, irmãos quebram e atiram contra carro


Por volta das 20h00 de Sábado, dia 24, dois irmãos resolveram que deveriam acabar com o som alto de um carro na marra. Conhecidos na cidade pelo apelidos de “Pivô” e “Bé”, saíram da casa distante cerca de 70 metros, atravessaram a rua a passaram a agredir o proprietário do taxi que estava parado.Segundo o taxista, Paulo Rodrigues da Araújo, de 32 anos, começou uma discussão. Foi quando um dos irmão se apossou de um tijolo e acertou o pára-brisa do veículo, momentos depois, o outro sacou de uma arma tipo pistola e efetuou três disparos contra o carro.Confusão formada, policiais militares e civil forma acionados até o local, na Avenida Marinho Montes, local onde existem muitos bares e é comum ter vários carros parados disputando som alto, o que incomoda vários moradores da localidade.Os irmãos, “Pivô” e “Bé”, fugiram tomando rumo ignorado deixando a confusão para trás. Os delegados da cidade, José Alves e Celina Ribeiro, que estava acompanhando o caso de homicídio na cidade de Assis Brasil, estão tentando localizar os acusados.O caso está sendo apurado como tentativa de homicídio e destruição de patrimônio alheio, além de porte ilegal de arma de fogo, que esperam encontrar quando os dois forem capturados. Segundo informações, o caso será levado diretamente ao Juiz da Comarca para que seja tomadas atitudes enérgicas sobre o acontecido.

Sociólogo José Mastrangelo morre vítima de infarto




O sociólogo José Mastrangelo morreu, na manhã deste domingo, 25, vítima de um infarto fulminante. Ele estava em sua casa e havia acabado de voltar de um jogo de tênis, esporte que praticava regularmente, quando sentiu fortes dores no peito e foi socorrido pela esposa, Ocidéia. O professor chegou a ser atendido pelo Samu, mas não resistiu e morreu aos 64 anos.O velório está sendo realizado na capela São João Batista, ao lado da TV Gazeta, e o enterro acontecerá às 9h desta segunda-feira, no cemitério São João Batista. José Mastrangelo era casado, tinha três filhos, Marcela, João Paulo e José Filho, e três netos.Mastrangelo era italiano, da região de Alberobello, no Sul da Itáia, e morava no Estado há 36 anos. Em 1973, trabalhou, ao lado do então bispo do Acre Dom Moacyr Grecchi, na formação das Comunidades Eclesiais de Base do Acre. Em 1977, participou da fundação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que dirigiu até 1990. Doutor em Sociologia e especialista em Ciências Sociais, com licenciatura em Filosofia e Pedagogia, foi professor de Sociologia da Ufac e da pós-graduação da Uninorte e teve participação ativa nos debates políticos do Acre, tendo sido, inclusive, candidato ao Governo do Estado, em 2002, pela coligação de esquerda, formada na época, Frente Trabalhista (PPS, PTB e PDT). Atualmente, ele estava sem partido político. Autor de artigos críticos, foi colaborador de jornais do Acre, inclusive de A GAZETA, por muitos anos.