Gladson garante recursos para centro cultural.

O Ministério da Cultura liberou esta semana recursos da ordem de R$ 350 mil em emendas individuais do deputado Gladson Cameli.Os recursos ,contemplados no Orçamento Geral da União de 2008, são destinados à revitalização do Centro Cultural Marechal Taumaturgo Filho,em Rio Branco.Com a aplicação dos recursos,o Taumaturgo Filho poderá proporcionar melhorias em seu espaço físico e ampliar as atividades desenvolvidas com jovens e crianças. Para o deputado, é a chance de tirar das ruas crianças e adolescentes em condições de risco, ”e garantir ainda a o surgimento de novos talentos em diversas áreas da criatividade e dos esportes

Indígena é encontrado morto em Igarapé .

Moradores da invasão do Caladinho encontraram na manhã de ontem o corpo Indígena Edmilson Alves da Silva Caxarary, 20, dentro de um Igarapé.
O corpo apresentava várias perfurações na região do pescoço e tórax e na margem do Igarapé foi localizada uma cova de 90x40cm que supostamente tenha sido cavada pelos assassinos com a intenção de enterrar a vítima.
A polícia suspeita que o corpo não foi enterrado devido as dificuldades do terreno que possui muitas raízes de árvores.
Edmilson estava desaparecido desde domingo, quando foi visto pela última vez em público. Segundo informações da jovem Maria Antonia Mota da Silva, 20, que se apresentou a polícia como sendo a mulher da vítima, o marido saiu de casa na madrugada de domingo, ele estaria sob efeito de álcool e drogas.

Tensão na BR acaba com quatro policiais feridos .






























Quatro policiais rodoviários federais foram feridos a pedradas por protestantes que lideram o bloqueio da BR-364, na Vila Extrema. Depois de serem atingidos, os policiais foram impedidos de receber socorro dos demais policiais que estavam no local.
Os PRF´s, Max, Werder, Daniel e Antoniel, são todos lotados na superintendência de Porto Velho, em Rondônia, foram encaminhados ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde receberam atendimento médico.
Um jornalista do estado do Acre também foi atingido com uma bala de borracha durante o conflito. Revoltados com a presença da polícia, os moradores incendiaram uma carreta e os índios se armaram contra as autoridades.
Todos os comércios, casas e lojas da Vila Extrema estão fechadas devido ao clima tenso instalados na divisa do Acre e Rondônia.
Ainda na tarde de ontem, os protestantes invadiram um posto fiscal e ameaçaram tornar o clima ainda mais tenso caso nenhuma autoridade de Rondônia atenda as reivindicações dos moradores.
Todos os índios das redondezas estão com as caras pintadas e mais de 1000 veículos estão interditados no local. As carretas que transportam alimentos perecíveis estão com vários deles estragados.
Os manifestantes exigem a realização de um plebiscito sobre a emancipação das Vilas de Extrema, Nova Califórnia e Vista Alegre do Abunã.


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DIA 07 DE AGOSTO

Índios isolados do Acre .




Funai e Governo do Estado ampliampolítica de proteção aos grupos não contactados, mas ameaça continua alémda fronteiraAs incursões realizadas em 2008 e 2009 ao alto rio Envira confirmaram ao sertanista José Carlos dos Reis Meirelles que há uma intensa movimentação de índios isolados na fronteira do Brasil, no estado do Acre, com o Peru. A população dos isolados, estimada por Meirelles, dobrou nos últimos anos por conta, principalmente, da demarcação de terras indígenas e da política de proteção a cargo da Frente de Proteção Etnoambiental Rio Envira. Localizada na foz do rio Xinane, no Município de Feijó, a base da Frente foi criada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em 1987 e hoje também conta com um posto de vigilância no alto rio Tarauacá.

Comunidade dos índios isolados está localizada na fronteira do Brasil, no estado do Acre, com o Peru (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
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Há cinco anos o próprio sertanista foi flechado no rosto, provavelmente por índios temerosos dos brancos que neles atiravam de espingarda durante caçadas na mata. Desde esse episódio, as políticas oficiais de proteção garantiram uma paz que permitiu que a população dos três grupos de isolados já identificados por Meirelles se elevasse para pelo menos quinhentos índios. Um quarto povo, caçador e nômade, os Mashco-Piro, percorre amplas extensões da floresta em ambos os lados da fronteira e, no verão, costuma acampar em pequenos tapiris nas praias para coletar ovos de tracajá.

Sertanista José Meirelles e Assessor dos Povos Indígenas Francisco Pianko em sobrevoo na região (Foto: Gleilson Miranda/Secom) Apesar de hoje ser nitidamente favorável no Estado do Acre, a situação dos isolados pode mudar a qualquer momento devido, principalmente, à extração ilegal de madeiras nobres e ao tráfico de drogas no lado peruano. A presença de madeireiros peruanos no Parque Nacional Alto Purus e em reservas territoriais criadas para a proteção dos isolados forçou, em 2007, a migração de um grupo de isolados para as cabeceiras do igarapé Xinane, na Terra Indígena Kampa e Isolados do Rio Envira, do lado brasileiro.
A solução para esses graves problemas, segundo Meireles, é o estabelecimento de acordos e ações conjuntos entre os governos brasileiro e peruano visando a vigilância dos limites das terras indígenas, reservas territoriais e unidades de conservação localizadas na fronteira comum, o combate à atividade madeireira ilegal e o incentivo a práticas sustentáveis de uso e conservação da floresta pelas comunidades locais.
Em 15 horas de sobrevoo, Meireles percorreu recentemente a região de fronteira acompanhado do Assessor Especial dos Povos Indígenas do Governo do Acre, Francisco Pianko. "Pela estrutura das malocas e o tamanho dos roçados, esses povos estão decididos a morar ali por muito tempo", disse Pianko. "Mas eles têm necessidades e vão às comunidades em busca de ferramentas", observa. O desafio hoje é suprir essa demanda sem qualquer processo de atração. "A orientação do Governo do Acre é protegê-los onde estão, apoiando o trabalho da Frente da Funai para a sua proteção do territórios dos isolados e para que as comunidades indígenas e de brancos do entorno compreendam e participem dessa política de proteção".
Três grupos em 10 malocas e 75 casas

Malocas indígenas mostram a existência dos grupos isolados (Foto: Gleilson Miranda/Secom) De acordo com a Coordenação Geral de Índios Isolados (CGII), da Funai, existem hoje pelo menos 60 evidências de índios isolados, como são chamados aqueles índios que ainda procuram manter distância das ameaças representadas por diferentes atividades econômicas. Localizados em sua grande maioria na região amazônica, não sabe se ao certo quem são, onde estão, quantos são e que línguas falam. No Acre, os três grupos que habitam permanentemente no alto rio Envira são provavelmente falantes de idiomas do tronco lingüístico Pano.
A contagem realizada há uma semana indica que a população de isolados não pára de crescer e há um processo de imigração do Peru para o Acre. Sem contar os Mashco-Piro, já são pelo menos quinhentas pessoas vivendo em dez malocas (conjunto de cabanas) estabelecidas em diferentes aldeias. Esta pode constituir uma das maiores populações de isolados na Amazônia brasileira e em todo o planeta.
Os principais agrupamentos de malocas estão localizados nas cabeceiras dos igarapés Xinane e Riozinho, afluentes do rio Envira, e na cabeceira do igarapé Paranazinho, afluente do rio Humaitá. As principais malocas estão distantes a mais de 100 quilômetros umas do outro, o que pode indicar de que se trata de povos diferentes.
Os isolados vivem hoje em três terras indígenas demarcadas pela Funai (TI Alto Tarauacá, TI Kampa e Isolados do Rio Envira, e TI Riozinho do Alto Envira), com extensão agregada de 627 mil hectares. Outras seis terras indígenas e o Parque Estadual Chandless são também usados pelos isolados para caçar, pescar e extrair vários produtos da floresta.
Grandes roçados são sinais de paz, prosperidade e demografia crescente

Funai estima que existam hoje pelo menos 60 evidências de índios isolados, como são chamados aqueles que ainda procuram manter distância das ameaças representadas por diferentes atividades econômicas (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Os isolados do Acre vivem tempos de paz e prosperidade, com famílias cada vez mais numerosas. Extensas áreas de cultivo, com roçados que chegam a cinco hectares, são a confirmação de que, a partir das intervenções da Funai, em parceria com o governo estadual, os grupos se sentem seguros e estão implantando atividades de longo prazo. Eles cultivam macaxeira, milho, algodão, banana, mamão, cará, urucum e outros produtos. O algodão, para a produção de redes e outros tecidos, também está presente. As derrubadas dos roçados são feitas na maioria dos casos com facões e machados roubados de casas de famílias Kaxinawá, Ashaninka e Madijá e de seringueiros e agricultores que vivem no entorno dessas terras indígenas.
Para evitar esses saques, e possíveis conflitos, a Funai optou, nos últimos cinco anos, por realizar dois sobrevoos, nos quais foram lançados machados e terçados para que os isolados cultivem seus roçados. Em outubro passado, o Governo do Acre e a Presidência da Funai assinaram Termo de Cooperação Técnica, que contempla uma agenda para o fortalecimento das ações Frente de Proteção Ambiental, com a instalação de novo posto de vigilância, expedições terrestres e sobrevôos de monitoramento e a realização de oficinas de sensibilização nas comunidades indígenas que compartilham terras com os isolados e que vivem no seu entorno. Recursos financeiros do Plano de Valorização dos Povos Indígenas do Acre, lançado em abril passado pelo governador Binho Marques, e de emenda parlamentar da Senadora Marina Silva serão destinados a essas atividades até o ano que vem. "O Acre faz o dever de casa", repete o sertanista Meirelles.

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DIA 07 DE AGOSTO

Professora está internada há seis dias com suspeita de gripe A

A professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) está internada no Hospital do Juruá em Cruzeiro do Sul, desde que retornou da casa da família no Rio Grande do Sul, com fortes sintomas de gripe, torce e febre por alguns dias.
A mulher está tendo o devido acompanhamento dos médicos e da equipe de vigilância epidemiológica municipal. Nesta segunda-feira, foi realizada a coleta de material para a realização dos exames que vão confirmar ou não, a presença do vírus (H1N1) na paciente.
Alguns municípios do Rio Grande do Sul fazem fronteira com Argentina, país que possui um número alto de pessoas infectadas e já registrou várias mortes. O nome do município gaúcho onde esteve a professora esteve antes de vir para Cruzeiro do Sul não foi divulgado.
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